Material de Apoio

 Sobre a Gramática
 Morfologia
 Sintaxe
 Fonologia
 Semântica
 Estilística
 Redação

Pratique

 Exercícios Resolvidos
 Provas de Vestibular
 Provas On-line

Ajuda

 Dúvidas Frequentes
 Conjugador de Verbos
 Qual é o Gênero?
 Dicas de Português
 Comunidade
 Fórum de discussão
 Área dos Professores
 Laifis de Português

Entretenimento

 Jogos
 Maltratando a Língua
 Fala Popular
 Qual é a Expressão?
 Expr. Redundantes
 Pérolas Gramaticais
 Trava-Línguas
 Humor na Língua

Produtos/Serviços

 Shopping Líng. Portug.
 Videoaulas em DVD
 Softwares em CD

Diversos

 Portuguesinho
 Português na História
 Português no Mundo
 Formação da Líng. Port.
 Curiosidades
 Estrangeirismos
 Neologismos e Gírias
 Abreviaturas e Siglas
 Expressões Idiomáticas
 Origem das Expressões
 Reforma Ortográfica
 Glossário
 Notícias
 Artigos e Reportagens
 Indicação de Livros
 Fale Conosco

 
Busca Geral

 

Criatividade se torna pré-requisito para ensinar reforma ortográfica

Fernanda Thurler, Jornal do Brasil

RIO - Em meio ao caldeirão de críticas e análises sobre a assinatura do novo Acordo Ortográfico surge um questionamento muito relevante: o aprendizado dos alunos.

Qual deve ser a metodologia adotada pelos professores para que os alunos sofram menos com as transformações? Como será a adaptação daquelas crianças que já sabem ler às novas regras da escrita? Qual deve ser o nível de cobrança das escolas e a preparação dos professores? Perguntas para as quais os pais querem respostas.

Especialistas ouvidos pelo Jornal do Brasil garantem que, para um aprendizado menos doloroso, os educadores terão de estimular a criatividade.

– Com os alunos recém alfabetizados, os professores de língua portuguesa vão ter de ensinar de uma forma mais lúdica, com joguinhos e brincadeiras para que o conteúdo seja fixado de uma maneira mais leve – sugere a doutora em educação e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Bertha do Valle.

A mesma estratégia, segundo a especialista, deve ser adotada nas aulas do ensino médio. Os adolescentes podem fazer competições com perguntas e respostas, e até usar os livros didáticos desatualizados para encontrar erros.

– Ensinar as mudanças na base da decoreba não vai funcionar – destaca. – O método é cansativo e os se desinteressam. Com tantas novidades eletrônicas, o blá-blá-blá dos professores fica sem graça. Mas, para tais exercícios, é fundamental que os professores estejam preparados e seguros das novas normas.

O Acordo Ortográfico foi criado para uniformizar a escrita de oito países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Brasil, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste. Segundo os especialistas que elaboraram o acordo, o vocabulário português foi mais afetado (1,6%) que o brasileiro (0,5%).

Na escola

O caminho será mais tortuoso para os que já sabem ler porque terão de assimilar os novos acentos, o sumiço do trema, e o uso do hífen. Para as crianças que vão se alfabetizar este ano, tudo será mais simples. É o que afirma a professora Silvia Rodrigues Vieira, doutora em letras vernáculas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

– A escola deverá ter cautela na cobrança do novo conteúdo. Não pode haver um discurso punitivo em relação às crianças – acrescenta. – Os pais também precisam aceitar as oscilações. Tudo será resolvido com o tempo. Não há motivo para alarde.

Silvia não vê mudanças na metodologia de ensino para aqueles que vão aprender a ler e escrever. Ela acredita até que será mais simples com a extinção do trema e a nova acentuação.

– Antes os professores ensinavam a regra da acentuação em paroxítonas com ditongo aberto, como geléia, assembléia, idéia, para diferenciar do som fechado. Agora é só dizer que, aberto ou fechado, não há acento – exemplifica. – Na é verdade, há uma série de palavras que a gente fala com som aberto e não leva acento, como pede, mede, topete, aberta.

A professora destaca também que a ortografia não tem compromisso de representar a fala, é uma convenção.

– Nunca haverá um código ortográfico que acompanhe a fala. Nós falamos “podi” e escrevemos “pode”, com “e” no final. Se a gente escrevesse como falasse, o Brasil deveria ter um acordo ortográfico em cada região do país – brinca Silvia.

Em casa

Simone de Rezende, mãe de três filhas, vai acompanhar de perto este período de transição. Sara, a mais velha, de 10 anos, passou para o 5º ano (antiga 4ª série). Laís, com 6, vai aprender a ler este ano. Lina, a caçula, de 2 anos, aprenderá a escrever depois do período de adaptação. Todas estudam em colégio particular.

– A Sara vai passar por uma nova alfabetização. Em alguns momentos, acho que a Laís poderá até ajudá-la – afirma. – Os pais devem ficar mais próximos dos estudos dos filhos para aprender com eles e corrigi-los sempre que necessário.

Simone concorda com a escola, que orientou os professores a não descontarem ponto dos alunos, este ano:

– Quero que a minha filha se adapte às novas regras aos poucos.

12/01/2009

Fonte:   www.educacionista.org.br

Curta nossa página nas redes sociais!

 

 

Mais produtos

Sobre nós | Política de privacidade | Contrato de Usuário | Anuncie | Fale conosco
Copyright © 2007-2017 Só Português. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Virtuous.